segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Notícia 10/07: Valmir Martins estava à vontade

Valmir Martins foi o que se mostrou mais à vontade no debate. As críticas diretas e frases polêmicas vieram dele. Ao ser questionado sobre segurança pública por Angela Amin, disparou a frase mais polêmica do debate. "Um governador não resolverá este problema, só amenizará. Quem prometer isso mente desavergonhadamante", disse.

Também foi crítico ao ser questionado sobre mobilidade. Disse que não se pode pensar no transporte a partir da lógica do carro. "Mobilidade não pode ser tratada com polícia. O atual governo faz isso, criminalizando para resolver a questão na sua mesa. Nosso caminho é o diálogo", falou.

Também foi o único a trazer à tona o tema saúde. Ao perguntar para Raimundo Colobo sobre a descentralização, ,embrou o que poderia ser uma contradição do candidato. Perguntou ao liberal se tem planos de manter as SDRs, uma vez que no passado tinha criticado o sistema. O candidato do governo disse que a reeleição de LHS comprova que o modelo foi aprovado pela população.

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Valmir Martins enfrenta candidatos em debate da CBN Diário

















O candidato do PSOL ao governo de Santa Catarina, Professor Valmir Martins, participou na manhã desta sexta-feira de um debate entre os candidatos a governador promovido pelo grupo RBS. O evento foi transmitido pela Rádio CBN, pela TV COM e pelo portal ClicRBS.

Logo no primeiro bloco, Valmir Martins foi questionado por Raimundo Colombo (DEM) se faria grandes obras viárias para melhorar o acesso à capital Florianópolis. O socialista destacou que as grandes obras acabam beneficiando a cultura do automóvel e criam o “estrangulamento das cidades”.

Na sequencia, o candidato questionou Ideli Salvatti (PT) sobre a polêmica do Estaleiro que o megaempresário Eike Batista quer construir em Biguaçu. Ideli, que se posicionou favorável ao empreendimento, desconversou sobre os graves impactos ambientais que a obra pode causar. “Não existe nada que seja feito que não cause impacto ambiental”, afirmou.

Professor Valmir contrapôs a senadora, e citou estudos da Universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto Chico Mendes que garantem que a obra é inviável. “Não tem saída técnica para o estaleiro em Biguaçu”, afirmou.

No segundo bloco, Raimundo Colombo questionou o candidato do PSOL sobre qual a política para o transporte. Valmir reiterou que o governo do estado deve oferecer transporte de massas a preços acessíveis, além de ouvir os movimentos sociais para elaborar as políticas de mobilidade urbana. “A questão da mobilidade não pode ser tratada como caso de polícia, como vem fazendo o atual governador Leonel Pavan”, afirmou, referindo-se a repressão policial contra os estudantes que se organizaram contra o aumento das tarifas em Florianópolis.

Em seguida, Valmir questionou Ideli Salvatti sobre suas propostas para saúde. A candidata falou das deficiências do sistema no estado, mas não apresentou propostas concretas. O candidato do PSOL propôs a aplicação plena do SUS, com mais recursos para a saúde e contra a terceirização do serviço, como ocorre no atual governo.

No terceiro bloco, Angela Amin e Valmir Martins debateram segurança pública. “A nossa sociedade é uma sociedade que constrói a violência. De um lado, concentra riqueza e a renda, e de outro, produz a pobreza, a fome e a miséria”.

O candidato do PSOL defendeu ainda a execução integral da Lei 254, aprovada pelo governo LHS e nunca cumprida. A lei prevê a proporcionalidade dos salários dos trabalhadores da segurança pública. Para Valmir, “o candidato que doz que vai resolver a segurança está mentindo, e mentindo desavergonhadamente”.

No último bloco, Valmir constrangeu o candidato do DEM ao questioná-lo sobre as secretarias regionais em Santa Catarina. “O sr. era um grande crítico das secretarias regionais por serem verdadeiros cabides de emprego. A sua adminsitração manterá as regionais?” Colombo afirmou que o projeto de descentralização de LHS era “inovador” e que “precisa ser aperfeiçoado”. Já o candidato do PSOL se comprometeu em fechar as regionais e criar estruturas de participação popular descentralizadas.

Para o candidato, a avaliação do debate foi positiva. “Todos vieram com um rosário de promessas que não poderão cumprir. Nós seguimos na campanha com pé no chão e olhar no horizonte”, concluiu.

A urgência da auditoria da dívida pública


IVAN VALENTE*

É inadmissível que um país gaste bilhões dessa forma e ninguém se manifeste sobre isso; é preciso saber para onde vai o dinheiro público

O Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou para 10,25% a taxa de juros com a justificativa de contenção da inflação. O que não se fala é que, com esse aumento -que consolida o Brasil como paraíso dos capitais especulativos-, dispara também a dívida pública do país.

Enquanto se mantém a atração do capital financeiro internacional, as consequências internas com escassez de recursos para áreas sociais são desastrosas. O relatório final da CPI da dívida pública, proposta por nosso mandato, reconhece que o fator mais importante para o crescimento da dívida foram as altas taxas de juros.

O documento afirma que as decisões do Copom sobre o tema não são transparentes. Mas os dados levantados pela CPI vão além e revelam como a dívida se tornou o nó da política econômica brasileira. De 1995 a 2009, ela saltou de R$ 60 bilhões para R$ 2 trilhões, sendo que R$ 1 trilhão foi pago apenas em juros e amortizações.

Somente no ano passado, R$ 380 bilhões -36% do Orçamento do país- foram alocados para juros e amortizações. Outro bolo foi destinado à rolagem da dívida. Enquanto isso, foram destinados menos de 3% para educação e menos de 5% para saúde.

Os documentos analisados pela CPI também apontam para acordos e contratos extremamente lesivos aos cofres e interesses nacionais, desde o boom da dívida externa até sua transformação, depois do Plano Real, em dívida interna.

As ilegalidades incluem a aplicação de juros flutuantes nos contratos da dívida externa com bancos privados internacionais na década de 70, com dano de US$ 223 bilhões ao patrimônio público, e cláusulas ilegais em acordos com bancos privados nos anos 80 e 90.

Incluem também aplicação do mecanismo de "juros sobre juros", proibido pelo STF, e recompras antecipadas de títulos da dívida externa por meio do pagamento de ágio de até 50% do valor de face do título e da emissão de títulos da dívida interna, mais onerosa para o país.

Ao longo dos trabalhos da CPI, PSDB, DEM, PT e PMDB impediram a convocação de autoridades monetárias, como os ministros Pedro Malan e Antônio Palocci. Depois de muita batalha, conseguimos ouvir o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro Guido Mantega. Ambos negaram que a dívida seja um problema para o país.

O próprio Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, encontrou várias ilegalidades nas auditorias pontuais da dívida feitas pelo órgão -isso porque a maioria dos fatos examinados pela comissão nem sequer chegou a ser auditada pelo TCU. Ou seja, é preciso aprofundar as investigações. Por isso, todos os documentos da CPI foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República, que criou um grupo especial para investigá-los. Pelas mesmas razões, defendemos a realização imediata de uma auditoria integral da dívida pública, conforme prevê a Constituição Federal. A sociedade precisa saber para onde vai o dinheiro público.

Essa enorme sangria de recursos nunca é quantificada em sofrimento e humilhação dos milhões de brasileiros que pagam um preço monumental pela educação sucateada, pela falta de sistema de saúde de qualidade, de moradia decente, de aposentadorias dignas e de empregos que adviriam de investimentos públicos. Ou seja, camufla-se o impacto da dívida pública para os brasileiros.

É inadmissível que um país gaste bilhões dessa forma e ninguém se manifeste sobre isso. A passividade no enfrentamento e a ocultação dessa verdade à população impedem a construção de um país soberano e com justiça social. Com a palavra, os candidatos à Presidência da República.

IVAN VALENTE, engenheiro mecânico, é deputado federal pelo PSOL/SP.a

Professor Valmir participa de debate na Rádio Som Maior de Criciúma

O candidato do PSOL ao governo de Santa Catarina, Professor Valmir Martins, participou no dia 5 de julho do primeiro debate com os candidatos ao governo de Santa Catarina, em Criciúma. Promovido pela Rádio Som Maior, o debate foi mediado pelo jornalista Adelor Lessa, e contou com a participação de quatro candidatos. Além de Valmir, participaram Raimundo Colombo (DEM), Ideli Salvatti (PT) e Angela Amin (PP). Rogério Novaes (PV) foi convidado, mas não compareceu.

As regras do debate permitiam que os candidatos repetissem perguntas para um mesmo candidato. Os candidatos do PT, do DEM e do PP preferiram evitar o confronto direto, direcionando a maioria das perguntas ao candidato do PSOL. Valmir Martins aproveitou a insegurança dos adversários para pautar questões importantes, como o debate sobre o Estaleiro da OSX em Biguaçu, a questão da mobilidade urbana e também da privatização do Ensino Superior em Santa Catarina.

Professor Valmir e Marcos Soares são os candidatos do PSOL

O professor de História Valmir Martins (à esquerda) foi indicado neste sábado (26/06) para concorrer ao governo de Santa Catarina pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O nome foi aprovado por unanimidade na convenção realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), após a retirada do nome do outro postulante, o também professor Marcos Alves Soares, de Joinville, que ficou na vaga de vice.

O PSOL também terá 9 nomes para a Alesc e outros cinco para a Câmara Federal.

Quem é Valmir Martins

Valmir Martins é professor aposentado do departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É formado em História pela UFSC (1974), onde também concluiu o Mestrado na mesma área (1979). Aos 66 anos – 50 dos quais dedicados à construção dos movimentos populares – decidiu, mais uma vez, colocar-se à disposição do movimento socialista para representar a esquerda nas eleições.

Valmir iniciou na política aos 16 anos, em organizações ligadas à Igreja Católica, como a Juventude Operária Católica (JOC) e a Ação Popular (AP). Foi fundador do PT em Santa Catarina e também o primeiro candidato do partido ao Senado, em 1982.

Ingressou no movimento estudantil e teve forte participação na resitência contra a ditadura militar, tendo estado ao lado do ex-deputado Paulo Stuart Wright, cassado, perseguido e assassinado pelo regime. Até hoje, o corpo de Wright não foi encontrado.

Chegou a ser preso político após os agentes da ditadura descobrirem o local onde estava sendo realizado o 30° Congresso da UNE, em Ibiuna, onde outras mil pessoas foram presas, entre elas, Luiz Travassos, presidente da UNE na época.

Ainda no PT, em 1993, integrou o governo da Frente Popular em Florianópolis, sob indicação do então vice-prefeito Afrânio Boppré. Presidiu o diretório municipal do PT por duas vezes, e continuou sua militância ao lado de Afrânio, no início dos anos 2000, quando Afrânio foi deputado estadual (2000/2002 e 2003/2006).

Em 2005, após o PT abandonar suas bandeiras hitóricas, Valmir, Afrânio e um grupo de militantes saem do PT e ingressam no PSOL em Santa Catarina, partido onde estão até hoje.

Primeiro debate enfatiza prioridades do Sul

Primeiro debate enfatiza prioridades do Sul
Quatro candidatos ao governo do Estado, Ângela Amin (PP), Ideli Salvatti (PT), Raimundo Colombo (DEM) e Valmir Martins (PSol) participaram nesta manhã do primeiro debate de ideias, promovido pela rádio Som Maior Premium. Durante cerca de duas horas, eles falaram sobre suas propostas focadas, principalmente, no Sul.

No primeiro bloco, os quatro foram questionados sobre Anel Viário, aeroporto regional de Jaguaruna e Via Rápida. Todos se comprometeram a dar sequência às obras. A seguir, responderam a questões formuladas por profissionais da rádio. Os blocos seguintes foram dedicados a perguntas entre os candidatos.

Entre as propostas apresentadas, Ideli defendeu a criação de um hospital regional e a vinda de um campus da Udesc para o Sul. Valmir também levantou a bandeira da educação e meio ambiente. Raimundo Colombo destacou a necessidade de desenvolver economicamente a região, criando incentivos à empresas. Ângela Amin comprometeu-se a cobrar do governo federal o término da duplicação da BR-101 e a melhorar o atendimento em saúde.

O candidato do PV, Rogério Novaes, justificou a ausência no primeiro debate dos candidatos ao Governo de Santa Catarina. Gilmar Salgado, do PSTU, fará uma entrevista especial na emissora.